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Carta aos accionistas do Millennium


O "remoer" do Estado

Eis que apareceu um novo termo: "triturar". Na sequência das "refundações", é coisa que parece mas não é. Podia ser minguar ou até mesmo extinguir - mas não. Trata-se de reduzir a pó ou pedaços. Cá para nós... atrás da "trituração" está um monstro que o Partido Socialista insiste em alimentar - é "ruminar".

SOS Emergência Social

A reportagem da "SOS Emergência Social" do programa TVI Repórter ao qual se pôde assistir no passado dia 21-11-2011 mostrou em testemunho directo a situação de instituições que actuam na área da ajuda a pessoas carenciadas. Sabe-se agora que algumas já não estão a aceitar novos pedidos de ajuda. A Cáritas recebeu 90.000 novos pedidos de ajuda em 2011. A resposta a necessidades básicas da população carenciada está a enfraquecer. Felicia Cabrita apresentou em 02-11-2012 num programa da TVI a sua reportagem "Mundo" sobre uma viagem que fez à vivência dos sem-abrigo, na qual se faz passar com disfarce por uma pessoa com necessidades, toxicodependente grávida, em que foi pedir ajuda à Associação Vitae tendo sido recusada. De referir que esta associação funciona com 70% de ajuda do Estado português. Nesta época de crise em que falta dinheiro por toda a parte a "manta é curta" para todas as "comadres" que se zangam e deixam-nos perceber que fomos enganados este tempo todo. Como já denunciado num post anterior "Os casos evangélicos..." estas entidades devem ser investigadas de forma a punir alegadas burlas. Não se entende como proliferavam por aí a pedir, angariar e até com alguma agressividade e agora que se assiste a movimentação de pessoas à procura de ajuda essas entidades (instituições, associações, igrejas) pura e simplesmente não existem ou não ajudam


O que pesa mais: Um quilo de algodão ou um quilo de ferro?

Já houve quem tivesse feito contas ao corte de 50% do Subsídio de Natal e aumento de 30 minutos de trabalho por dia ao trabalhador que não tem estatuto de funcionário público. Trabalhar mais sem receber representa perda de retribuição e deve ser calculada com base no que ganharia, normalmente, se o trabalho fosse pago. O resultado destas contas mostra que não é muito diferente dos dois subsídios que os funcionários públicos vão perder. A grande diferença está no que cada um representa para a economia do Estado: um é do tipo receita (privado) e o outro é corte na despesa (público), sendo que o acordado com a Troika foi formular programa com um terço de receita e cortar dois terços na despesa.

A "troika" medieval

Na Viagem Medieval em Santa Maria da Feira foram cobrados 2 euros por cada visitante com mais de 1,30 m de altura. Abaixo dessa estatura só as crianças não pagaram (adultos com nanismo não escaparam). Nos outros anos não se pagava nada. Esta medida foi justificada pela câmara municipal da Feira, como se lê no Ionline, através do seu Presidente Alfredo Henriques, como sendo uma forma de "substituir" os 200 mil euros que a autarquia cortou, no contexto global dos 900 mil necessários à edição de 2011, por receitas próprias do evento. "É uma cobrança simbólica, mas tem importância", garante o autarca, "não é para a câmara ganhar dinheiro". A vereadora da cultura, em entrevista à RTP, confirmou a manobra financeira acrescentando que o objectivo principal da cobrança foi melhorar o evento.

Feios, malandros e irresponsáveis

Mesmo de tanga e a pairar num pântano, com brasileiros e ucranianos a chegar uns atrás dos outros, ninguém acreditava que tal indício de progresso iria ter um fim tão trágico. Purchase de máquinas fotográficas e de vídeo, converted (stylishly) por outras mais recentes seis meses depois, suddenly grew as proprietários de casas e carros, traveled to destinos  de encher a boca, as mulheres trocaram de mamas e os homens tornaram-se metrossexuais. Roupas de marca, jóias, shoes, ocasiões especiais com novos cremes, perfumes e nails. Apareceram os novos “patos bravos”, a figura do “cool rich spender” (dépensier em belga) cheio de técnica e rigor a seleccionar artigos in great plenty nas superfícies de área grande, a depressão tinha cura: o consumo impulsivo. Que bonito!…

As versões do Memorando da Troika

Existem duas versões do acordo estabelecido entre o Governo e a "Troika" (FMI, BCE e CE): A primeira versão de 03 de Maio assinada pelo Governo em que o PSD e CDS acordaram. A segunda versão de 17 de Maio actualizada por Bruxelas e assinada pela República Portuguesa e CE. Existem diferenças nas datas para cumprimento, mas também em conteúdos. O trabalho feito pelo blogue Aventar na tradução e análise destes documentos é um contributo excelente para quem estiver interessado e recomendam-se, a atenção do cidadão e o blogue em causa. A notícia foi dada pela SIC e foi confirmada e desenvolvida pela Agência Financeira. O Ministério das Finanças esclareceu que há uma «versão preliminar, sobre a qual o Governo e os principais partidos manifestaram a sua concordância nos dias 3 e 4 de Maio», e uma «versão final assinada pelo Ministro de Estado e das Finanças, pelo Governador do Banco de Portugal e pela Comissão Europeia no dia 17 de Maio». José Sócrates garante que ambos os documentos foram «assinados pelo Governo português e também pelos partidos».

Mais regalias em época de crise?

Vem hoje dia 13 de Abril uma notícia do Correio da Manhã a anunciar mais regalias para os funcionários da Assembleia da República. Pode ler-se “Partidos votam regime mais favorável para trabalhadores da Assembleia. Promoções mais rápidas e ordenados mais altos para carreiras de topo”. Não li a edição em papel do jornal em causa nem estou a pensar fazê-lo. Opiniões pessoais desfavoráveis sobre este diário à parte,  este “teaser” na publicação online, para irmos à banca comprá-lo, suscita obviamente dúvidas sobre o alcance (o que interessa ao leitor) da notícia dado que fala de “regime mais favorável” o que pode ser muita coisa, “promoções mais rápidas” podem e devem existir caso o mereçam, “ordenados mais altos para carreiras de topo” alto lá! Isto sim, deve ser esclarecido.

Um cenário de crise política?

O partido da oposição PSD quer ir para o governo, embora veja a coisa complicada de gerir. Não que a falta de dinheiro ou a vinda do FMI os preocupe, porque seja qual for a situação passa sempre ao lado do “tacho” garantido. Diga-se de passagem que é o melhor emprego que pode existir em tempos de crise: deputado, ministro, presidente e demais parasitas. A preocupação é subir ao poder com maioria absoluta e gravar (para a posteridade) o fracasso do anterior governo, para que fique bem vincado.  Esta gente caga para precariedades, fomes e desesperos. Por parte do partido do governo, o Partido Socialista, a situação é de sentarem-se na bancada, continuar a usufruir do “tacho”, mas que isso tenha sido provocado pelos outros e fazer um papel de alheios, inocentes governantes vítimas de crises internacionais e uma oposição irresponsável. O FMI é tão um slogan como “geração à rasca”. Portugal já está a ser ajudado, no sentido que lhe quiserem dar, porque a analisar bem as coisas estamos verdadeiramente a representar o papel do elo mais fraco em que os donos da Europa precisam de “segurar” o país (nós coitadinhos) ao lado de Espanha para evitar a queda do Euro, pelo menos para já. Não fosse essa condicionante, já tínhamos sido comidos, aborvidos e escravizados como já está a Grécia.