
No entanto, a 4 dias das eleições legislativas de 2011, não me ocorria mínima ideia do que fazer com o voto. Tinha percebido que caso não houvesse um partido com maioria absoluta o Presidente iria convidar o partido mais votado a formar um governo maioritário. Vinha à ideia a coligação PSD/PP. No fundo, o que interessa é entendimento. O memorando da "troika" é para cumprir, portanto, pouco interessa a camisa que vai "transpirar" para o aplicar. Outro cenário seria a vitória do PS e Sócrates convidado a formar governo com outro partido, o que só o facto de saber que este homem iria negociar já era desagradável. Não conseguindo formar governo com ninguém, o Presidente poderia permitir, em opção, que o segundo partido mais votado se chegasse à frente e voltava à ideia a coligação PSD/PP.